Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 05/10/2019

É indiscutível que o advento da internet veio para revolucionar toda a sociedade, não é atoa que segundo o filósofo  Marshall McLuhan vivemos em uma Aldeia Global, já que para ele as novas tecnologias tendem a encurtar distancias e o progresso tecnológico poderia reduzir o planeta á mesma situação que ocorre em um aldeia: interligado. No entanto, tem se tornado preocupante a forma como algumas pessoas veem se relacionando com essa, na medida em que usam essa como forma de consulta a saúde, sem levar em conta os riscos.

Em primeiro plano, é notório que diante da agilidade e eficiência dos meios tecnológicos, a internet tem proporcionado muito conforto e facilidade para os indivíduos e com isso muitos desses usam esse recurso tecnológico em quase todas as suas atividades diárias, até mesmo como forma de consulta médica, com o “Dr. Google”, sem medirem os riscos que levam essa busca por comodidade. Segundo pesquisa exibida no Portal Noticias, a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos.

Ademais, o fenômeno conhecido por Cibercondria - A doença da era digital, tem se tornando muito frequente na sociedade dos “Nativos Digitais”, pois a medida que esses se consultam através de sites de buscas, eles estão sujeitos á: concluir que tem uma doença, interpretar exames de forma errada, mudar de tratamento, se automedicar e seguir tratamento alternativo. Sendo que de acordo com o cardiologista Marcos Vinicius, umas das principais causas é o fácil acesso aos medicamentos.

Dessa forma, no intuito de estimular o uso saudável dos meios tecnológicos. É necessário que, o Governo Federal e Estadual  - por meio dos órgãos de vigilância, promover uma maior fiscalização na venda indiscriminada de remédios, principalmente para menores de idade, para que assim as pessoas não vivam o paradoxo de perder a saúde quando na verdade estava tentando melhora-lá.