Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 27/09/2019

“Se tornou aparentemente óbvio que a tecnologia excedeu nossa humanidade.” A frase dita por Albert Einstein, importante cientista do século XX, pode traduzir a ideia de cibercondria, referente ao excessivo uso tecnológico para solucionar problemas de saúde. Sob esse viés, cabe ressaltar a influência do imediatismo social e da facilidade de acesso à internet.

Em primeira análise, deve-se destacar a instantâneidade coletiva, que leva à automedicação. Diante disso, Zigmunt Bauman, sociólogo polonês, criou o conceito de modernidade líquida, referindo-se à instabilidade e à rapidez com que a sociedade se altera. É nesse âmbito que surge o imediatismo, em uma esferal social cujos indivíduos se tornaram escravos do tempo. Desse modo, muitos substituem o diagnóstico profissional pela rápida pesquisa na internet, levando, muitas vezes, à piora do quadro de saúde por fazer uso de remédios incorretos para a situação.

É importante destacar, ainda, a facilidade de acesso aos meios tecnológicos como influenciadora da cibercondria. Considerando-se esse fato, uma pesquisa feita pelo ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade) revelou que 8 em cada 10 pessoas fazem a automedicação. Mediante esse dado, nota-se que a facilidade de acesso à internet pode provocar a ideia de um diagnóstico fácil a qualquer instante, o que prejudica a saúde, posto o uso indiscriminado de medicamentos.

A cibercondria, portanto, é uma doença capaz de atigir os indivíduos, independentemente da idade. Diante disso, cabe, primeiramente, ao sujeito, o autopoliciamento quanto à busca sobre problemas patológicos na internet, sendo necessário procurar ajuda médica quando preciso. Além disso, é dever dos Governos, juntamente com a mídia, a disseminação de propagandas nos meios de comunicação, por meio de relatos de pessoas que vivenciaram a cibercondria e de informações sobre a doença. Dessa forma, pode-se evitar que a tecnologia exceda, ainda mais, a humanidade.