Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/09/2019
Atualmente, a busca por informações acerca de sintomas e tratamentos faz parte da rotina de grande parte da população brasileira. Entretanto, nem sempre essa pesquisa é confiável. A internet é um local em que se tem uma quantidade exagerada de informação e nem todas elas são verdadeiras. Além disso, pessoas de fora da área médica dificilmente têm conhecimento para pesquisar o assunto de forma coerente.
A internet é um lugar com uma quantidade enorme de informações e é importante entender que nem toda informação é confiável, um exemplo disso é a Fosfoetanolamina ou Pílula do câncer, um composto divulgado na internet como milagroso com a capacidade de curar o câncer, porém, quando submetido à experimentos, não apresentou evidências de que o composto tinha impacto positivo sobre a doença.
Ademais, não só desinformação sobre tratamentos alternativos, na internet é possível encontrar pessoas falando com veemência contra conhecimentos científicos já consolidados, como é o caso das vacinas. Há um grupo que afirma que vacinas são prejudiciais a saúde. Desinformações como essas trazem impactos negativos práticos a nossa sociedade, como a volta da tríplice viral, um grupo de doenças já erradicadas, que devido a não imunização da população ganham força novamente.
Portanto, é importante tomar cuidado ao pesquisar na internet, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação devem criar campanhas de esclarecimento sobre mentiras e desinformações divulgadas na internet, por meio de folhetos nas escolas e campanhas publicitárias na internet. Mostrar como o conhecimento científico é construído é um importante passo para que a sociedade entenda que não se refuta o conhecimento com opinião.