Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 05/10/2019
O termo cibercondria é derivado de uma doença chamada hipocondria, que consiste na focalização compulsiva do pensamento sobre o próprio estado de saúde. Juntamente, com os avanços nas tecnologias facilitando aos usuários o livre acesso às informações sobre qualquer tipo de enfermidades. A automedicação é uma prática comum em mais de 90% da população, devido principalmente pela precariedade no sistema de saúde incluindo também, o consumo inadequado de medicamentos.
Primeiramente no Brasil, o sistema de saúde é precário, sendo disponibilizado pelo governo o Sistema Único de Saúde (SUS), que não consegue fornecer o suporte adequado para os indivíduos que buscam o auxílio desse programa, precisando enfrentar filas durante horas e, às vezes, esperar dias ou até mesmo meses para serem atendidos por um médico. A demora no recebimento de exames também tem influenciado aos brasileiros se automedicar, segundo pesquisas divulgadas pelo G1.
Por conseguinte, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 35% dos medicamentos adquiridos no Brasil são feitos através da automedicação, respondendo por 27% das intoxicações, tendo 16% desses casos à morte, pelo uso inadequado dos fârmacos. Para agravar ainda mais essa situação, a crescente utilização de pesquisas na internet, com o intuito de se obter laudo sobre qualquer doença e propagandas tencionando promover a saúde, vem aumentando ainda mais os casos.
Deve-se constatar portanto, que a não disponibilidade de serviços de saúde acessiveís, o consumo inapropriado de remédios junto com a utilização inadequada da internet tem influenciado à prática da Cibercondria. O governo federal deve investir no sistema de saúde do país, com a implementação de mais médicos por exemplo, a fim disponibilizar mais assistências aos pacientes. E promover campanhas de uso consciente de medicamento, a fim de diminuir a ingestão imprópria de produtos, bem como diminuir a busca na internet por soluções de possivéis doenças.