Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/10/2019

O Sistema Mundial de Computadores ampliou o cenário das relações humanas,  modificou também aspectos comportamentais e psicológicos dos indivíduos. Entretanto, ao tempo que a internet aumentou o acesso à informação, corroborou para o desenvolvimento de psicopatologias, bem como a hipocondria a qual evoluiu para cibercondria. Diante disso, medidas precisam ser realizadas para a atenuação de tal celeuma, seja no âmbito da saúde, seja na fiscalização de dados em  rede.

A priori, ainda mostra-se tênue o amparo a portadores de sintomas hipocondríacos. Visto que é recorrente entre a população brasileira o costume de se automedicar, faz-se crucial um método de prevenção e tratamento, o que não ocorre. Tal cenário culmina não apenas na automedicação, mas também no diagnóstico via internet, isto é, a cibercondria, assim, o indivíduo expõe-se a resultados potencialmente  inverossímeis e maléficos à saúde.

Outrossim, observa-se uma utililização erronêa na obtenção de conhecimento via internet. Em São Paulo, pesquisas foram realizadas e constatou-se que 80% dos pacientes ultilizam sites para pesquisas sobre seus diagnósticos após consultas com médicos. Entretanto, com excessão desses casos, há situações em que a busca precede a constatação de profissionais, atitude que pode afetar negativamente o quadro do indivíduo.Depreende-se, portanto, a necessidade de ampliar a informação via autoridades médicas, afim de atenuar  as buscas arbitrárias.

Logo, para a obliteração do então desenvolvimento da cibercondria, faz crucial que o Governo Federal em conjunção com o Ministério da Saúde articulem meios de combate a tal patologia, a partir de atendimentos por meio do SUS para fim informativos, com fito de prevenir o diagnóstico improcedente. Não obstante, o Governo Federal aliado aos profissionais da medicina devem, respectivamente, criar leis de publicação de conteúdos médicos em rede, promover sites legítimos aos pacientes. Quiçá, dessa forma, tal doença regrida e torne-se, não um mal, mas cuidado à saúde.