Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/09/2019
Com dito pelo filósofo Thomas Hobbes, “o homem é lobo do homem”, ratificando a doença contemporânea denominada cibercondria. Que se baseia na preocupação excessiva da vítima em possuir problemas relacionados à saúde colaborada por informações não cientificas adquirida pelo mesmo, no ambiente virtual, causando inúmeras mazelas no cotidiano social, como por exemplo, o aumento significativo no índice da automedicação e o agravamento de doenças simples. Essa intempérie, é reflexo de uma péssima gestão na saúde pública, dessa forma, necessita-se de medidas eficientes para erradicar essa problemática.
A cibercondria é ocasionada na maioria das vezes por conta das dificuldades sociais presentes no mundo. Como exemplo, o déficit no acesso à saúde gratuita, tornando consultas no ambiente virtual mais práticas e baratas em relação às consultas físicas, mesmo com o baixo indicie de aptidão a consulta via internet se torna um meio mais viável para famílias de baixa renda. Destarte, esse ato gera inúmeras complicações, como interrupções de tratamentos que seriam importantes para a vítima, alem de poder confundir com outras doenças, visto que há sintomas parecidos para diferentes tipos de patologias.
Ademais, existe outra mazela que colabora com o desenvolvimento da cibercondria e suas implicações. Como se sabe, na constituição brasileira, existe a lei 6492/06 que proíbe vendas de medicamentos sem a prescrição médica, porém esse regulamento não se faz eficaz, visto que, é facilmente adquirido na maioria das redes farmacêuticas, medicamentos sem o receituário médico. Contudo, fica evidente que a lei atual em vigor não se cumpre, colaborando com o problema atual na saúde pública.
Em decorrência disso, cabe ao Ministério da Saúde a tarefa de reverter esse cenário. O Ministério, por sua vez, deve direcionar órgãos de fiscalização, como a Anvisa e Vigilância Sanitária, de forma que através das suas funções, aprimorem a fiscalização da distribuição de medicamentos em redes farmacêuticas, de modo que a leis vigentes na carta magna brasileira se cumpra, além de criar projetos comunitários baseados na conscientização popular em buscar diagnósticos relacionados à saúde apenas em ambientes seguros, como hospitais e postos de saúde. Ademais, através de recolhimento de impostos investir em novos projetos de saúde, de modo que abranja a assistência à famílias menos favorecidas economicamente, assim, erradicando a cultura da cibercondria.