Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 07/10/2019
Doutor virtual
Durante a Segunda Guerra mundial, os computadores auxiliaram a Inglaterra a vencer as batalhas contra seus inimigos através da decodificação dos dados.Séculos se passaram e esse instrumento ressignificou-se,mudando as relações pessoais, interpessoais e com mundo externo.Prova disso, é a facilidade ao acesso a informação ,o qual possibilitou a automedicação.Diante disso, de acordo com uma pesquisa realizada pelo ICTQ 79%dos brasileiros ingerem remédios por conta própria. Assim sendo, o Governo deve exercer seu papel protagonista para fomentar e implantar soluções múltiplas com escala e impacto no corpo social.
Nesse contexto, nota-se que embora a era da comunicação trouxe consigo alguns privilégios e avanços,também garantiu que os sujeitos tivessem as respostas certas por meio da internet, porém não necessariamente para os seus problemas. Nesse viés, a hipocondria digital, faz com que os indivíduos pulem uma etapa importante: a consulta médica.Para ilustrar tal cenário, observa-se o caso dos antibióticos, os quais segundo a AVISA, não podem ser comercializados sem receita médica, no entanto são comprados em diversas farmácias e pelos sites sem a indicação profissional.Outrossim, a falta de fiscalização tanto no âmbito cibernético quanto no real enfatiza essa problemática, já que não há limites para o autodiagnostico.
consequentemente diversos fatores são desencadeados em virtude desse fato. Em primeiro lugar, a cibercondria estimula a banalização de doenças e o consumo desregulado de remédios , como os analgésicos.Outro fator relevante, está na interpretação de diagnósticos errados, dado que, uma pessoa pode pesquisar os sintomas no famoso Dr. google e deduzir um resultado errado para si e para o outro , além de que nem todos os sites são confiáveis.
Portanto , “no meio da dificuldade, encontra-se a oportunidade”. Levando em consideração esses dizeres de Albert Einstein ,o Ministério da Saúde com órgão garantidor da cidadania e dignidade ,deve empenhar esforços para informar a população sobre os riscos do autodiagnostico virtual e fornecer sites confiáveis de informação , por meio de campanhas e aplicativos , a fim de ter um controle sobre oque é fornecido para a sociedade. O Ministério Público , como o verdadeiro fiscal das leis , por sua vez deve fiscalizar e punir farmácias e instituições que vendem remédios sem as prescriçoes médicas.