Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 29/09/2019

A globalização proporcionou o acesso instantâneo a informações de várias partes do mundo, trazendo impactos positivos e negativos para a sociedade moderna. Um aspecto negativo, de grande relevância, é o hábito que as pessoas criaram de realizar pesquisas na internet para cada problema de saúde que elas sentem.

Neste contexto, a hipocondria que antes era limitada as bulas de remédio, evoluiu para a cibercondria, com uma imensidão de informações. Com isso, a prática de automedicação se tornou mais frequente na população brasileira, conforme evidencia a pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) que cerca de 79% dos brasileiros com mais de 16 anos se automedicam. Aliado a isso, está a facilidade de adquirir remédios diversos sem prescrição médica.

Este problema gera um outro, que é a negligencia de doenças mais graves por parte da população. Através das pesquisas realizadas na internet, e da automedicação, é comum as pessoas deixarem de ir ao médico por acreditarem que o seu problema não é grave, e por já terem se medicado. O grande problema é a variedade de doenças existentes, com causas comuns e tratamentos diferenciados.

Para coibir estas práticas, seria interessante que o poder público reveja a legislação sobre a venda de remédios sem prescrição médica, realize mais fiscalizações e aplique multas se necessário. É igualmente importante que seja desenvolvido um programa de conscientização em nível nacional, sobre as consequências da Cibercondria.