Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 06/10/2019

No contexto atual, o termo cibercondria pode ser definido como a ansiedade induzida como resultado da busca online relacionada a saúde. Dessa forma, o filme “Supercondriaque”, que retrata a história de Romain Faubert, homem que sofre constantemente com os sintomas do distúrbio, demonstra o atual cenário cibercondríaco do Brasil. No entanto, observa-se que essa questão tem ocorrido por irresponsabilidade política, além de uma desinformação social.

Em primeiro plano, deve-se analisar a falta de responsabilidade do governo como principal causador do problema. Desse modo, é possível expelir sobre o consenso mundial referente as elevadas taxas de misantropia entre os brasileiros, pois segundo dados do Jornal O Globo, de cada 10 indivíduos, 8 ingerem medicamentos por conta de pesquisas na internet, fator que demonstra uma escassez de medidas viáveis para solucionar a barreira por parte dos governantes. Destarte, em virtude da regência nacional não investir em tratamento adequado a doença, principalmente, pela rede pública de saúde, pelo fator de ser gasto tempo e verba em outras áreas como a segurança. Em decorrência disso, os cidadãos tendem a perpetuar a buscar incessante por respostas na web, agravando o caso.

Paralelo a isso, é essencial aludir sobre a carência de informação da população como outro imortalizador do emblema. Dessa maneira, é exequível referir-se ao que afirmava Steve Jobs, inventor e gênio da informática, “A internet é um meio de ajudar várias pessoas”. Contudo, hodiernamente, é notório o desvio de pensamento da maioria do corpo social, pois tal papel desempenhado pela net é desvirtuado devido carestia de conhecimento retinente a saúde, devido a negligência da sociedade em pesquisar conteúdos concretos sobre determinado tema. Em consequência, buscam por informações falsas que acabam por gerar uma comoção, que resulta em procura por sintomas inexistentes.

Entende-se, portanto, que a continuidade da questão dos desafios da cibercondria é fruto do pouco intermédio da governança e da pouca compreensão social. Diante disso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, deve criar um programa de apoio psicológico aos portadores de hipocondria digital, por meio do investimento no Sistema Único de Saúde (SUS), tomando como base iniciativas existentes em outros países, com o objetivo de garantir um tratamento adequado para a doença. Ademais, é indispensável que as instituições de ensino, juntamente com as organizações não governamentais (ONGs), promovam palestras sobre os riscos da taciturnidade digital, dando enfase aos métodos de tratar a enfermidade, mediante amplas explicações feitas por psicólogos e médicos capacitados, com a finalidade de acabar com o desmazelo. Por fim, somente desta forma, será possível modificar o estado hodierno, para impedir que histórias como as retratadas no filme venham a ocorrer.