Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 25/09/2019

A tecnologia proporcionou a raça humana inúmeros benefícios, como a internet. Entretanto, ao mesmo tempo, fundiu-se á doenças psicológicas, por exemplo:hipocôndria, desenvolvendo a cibercondria, ou melhor, pessoas obcecadas por sua saúde que, porém, não frequentam o hospital e se consultam pela internet, podendo ser ainda mais danoso a sua saúde. O fenômeno ocorre por dois fatores: a falta de tempo para consulta presencial e a facilidade de acesso as ferramentas de pesquisa.

Tendo em conta a dinamicidade do tempo no século XXI, a saúde acabou caindo em segundo plano, pois, a rotina do cidadão é cada vez mais cheia e ocupada exigindo-se mais dele em menor tempo, ou seja, fatores biológicos perdem sua importância em razão da falta de tempo. É nesse momento que o Google entra, pois ao pesquisar os sintomas, a plataforma mostra as possíveis doenças que pode-se ter a partir daquilo, servindo como uma espécie de médico online com resultados aleatórios e formação em engenharia. Visto isso, para o sistema uma dor de cabeça pode ser uma virose ou um tumor cerebral, pois analisa apenas um sintoma e nenhum exame, inexistindo precisão em seus diagnósticos não podendo ter valor igual em relação a um de um especialista.

Outro motivo para a psicopatologia é a constante proximidade com o mundo virtual e a imensa distância com o consultório médico. O laudo online é muito menos trabalhoso que toda a locomoção até o doutor. A população, de forma geral, é leiga e incapaz de interpretar um exame médico virtual, não atoa estuda-se, no mínimo seis anos para isso, não tendo a capacidade natural de analisar a papelada. Isto é, a analise solitária pode ser danosa a pessoa, porque ela não é adaptada ao linguajar médico especializado, não sendo apta a fazer aquilo, muito menos tendo apoio em plataformas de pesquisa online onde qualquer um pode desenvolver um site e escrever, inclusive dados não fundamentados enganando e prejudicando a vida de muitas pessoas que não optaram pelo auxilio esculápio.

Portanto, conclui-se que deve-se vencer esses dois obstáculos, uma forma pode ser por meio de uma visita de rotina, mensal de preferência, facilitando o contato direto do galeno com o paciente. Essas visitas poderiam ser realizadas por residentes, médicos recém-formados, servindo como auxílio a formação profissional deles, tendo alguma frequência, anomalias seriam detectadas com maior facilidade e em caso dessa convocar-se-á um especialista para examinar o enfermo confirmando o que pode ser este distúrbio, dando o tratamento ideal sem ter dúvidas com seria com os dos sistemas digitais. Essas visitas deveriam ser organizadas pelo Ministério da Saúde, responsável por toda a saúde do brasileiro, inclusive mental, junto as universidades públicas e privadas de medicina que se dispusessem a prestação desse serviço social.

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