Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/09/2019
No longa-metragem “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, a personagem hipocondríaca Georgette, expõe ao espectador o hábito de sempre se automedicar, alegando manchas na pele e doenças inexistentes. Analogamente, fora da ficção, com o advento da internet e a facilidade de informação, a hipocondria converteu-se em cibercondria, transtorno que consiste em pesquisar na internet sintomas relacionados à determinadas enfermidades. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro intrinsecamente ligado à negligência governamental e ao controle que a web exerce sobre a mente humana.
A priori, é importante considerar que, o precário serviço público de saúde e o mau atendimento médico oferecido à população, estimulam os brasileiros a se automedicarem e a não procurarem assistência médica. Como comprova a pesquisa do site G1, a qual aponta que 76,4% dos brasileiros têm hábito de se automedicarem. Dessa forma, fica claro que o Governo negligencia tal situação, posto que é dever do Estado oferecer saúde pública de qualidade para o povo.
Outrossim, com o surgimento de sites que informam sintomas e tratamentos para doenças, a “World Wide Web” passou a influenciar diretamente no bem-estar dos indivíduos e induziu ao autodiagnóstico. Evidencia-se, portanto, o pensamento do físico Albert Einstein, ao mecanizar que “é aterradoramente claro que a tecnologia ultrapassou a humanidade”. Enfim, a internet se tornou capaz de manipular até a saúde dos cidadãos.
Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias para amenizar o quadro atual. Logo, torna-se fundamental uma ação conjunta entre Ministério da Saúde e mídia, que como formadora de opinião, por meio de campanhas publicitárias e propagandas, alertem a população sobre os sintomas da cibercondria e os prejuízos que esse malefício pode causar à saúde. Essa medida irá conscientizar as pessoas em relação à importância de buscar auxílio médico e tratamentos com medicamentos prescritos por um profissional da saúde. Assim, será possível combater a cibercondria e auxiliar a sociedade contemporânea a ter melhor qualidade de vida.