Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/09/2019
Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável, cabe a ele escolher a melhor maneira de agir e pensar. Todavia, a respeito da cibercondria, termo utilizado para pessoas que recorre a internet para diagnóstico de doenças, recaí sobre os governantes meios para atenuar o impasse. Nesse contexto, deve-se analisar a busca por rápida informações pelos indivíduos e o hábito de automedicação dos cidadãos.
Em primeira perspectiva, é importante destacar a procura constante por conhecimentos instantâneo na rede mundial de computadores. Ainda sob esse ângulo, durante o período da guerra fria, a criação da internet proporcionou a disseminação de informações pelo mundo. No entanto, a utilização dessas informações quando utilizadas de maneira errada pode causar diversos problemas na esfera social como, por exemplo, a cibercondria que afeta cerca de 5% da população mundial de acordo com uma pesquisa realizada pelo com o psicólogo Odair Comin.
Ademais, atrelado a busca incansável de informações, salienta-se as práticas de automedicação. Nesse viés, a filósofa Hannah Arendt, com o conceito “a banalidade do mal”, afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Haja vista que o uso por contra própria de fármacos são observados de maneira comum, porém representa um grande favorecimento das doenças por meio da seleção natural dos indivíduos mais resistente. Sendo praticada por 80% dos brasileiros com mais de 16 anos, assim são necessários meios para atenuar esse impasse.
Torna-se evidente, portanto, a atuação do Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, deve promover campanhas nos meios de comunicação social - ambiente com maior números de indivíduos com cibercondria - com objetivo de alertar aos cidadãos os perigos pela auto diagnósticos com auxílios da internet e a importância da avaliação de um profissional de saúde. Além disso, ressaltando os adversidade do uso de medicamentos sem prescrição medicas. Somente assim, por meio das boas escolhas dos governantes, conforme Sartre, amenizará o problema.