Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 29/09/2019
Será possível combater a automedicação utilizando a tecnologia?
Com o avanço da era digital, problemas foram solucionados e outros agravados, como a notável disponibilização das informações facilitando pesquisas e desenvolvimentos lúdicos, por outro lado, catalisou-se a prática de automedicação, principalmente, em face as carências do setor público.
Assim, no cenário atual, depois de alguns cliques, pode-se obter centenas de páginas na internet abordando assuntos relacionados aos supostos problemas de saúde, expondo-os a riscos diversos, onde as preocupações dos especialistas com as pessoas hipocondríacas aumentaram significativamente.
Adverso a isso, está cada dia mais escasso e demorado o acesso a assistência médica, como exposto na matéria do Jornal Nacional (Globo) que passou na primeira semana de setembro, mostrando casos em São Paulo de pessoas dormindo na fila objetivando conseguir consulta para meses depois, e o que mais assusta é a certeza de que essas realidades semelhantes estão presente na maioria das cidades brasileira.
Dessa forma, a escolha pela prática de autodiagnóstico e automedicação aparentam relação direta com a praticidade e necessidade de solução para o problema de saúde.
Portanto, é explicito a necessidade de programas de Governo e do setor privado para otimizar o acesso a assistência médica (agendamento e consultas) com o uso da tecnologia e investir na conscientização da população sobre os riscos reais que a automedicação oferece, desse modo, pode-se mudar o quadro atual.