Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 27/09/2019

Autodiagnóstico: crime contra a própria saúde

Maria, 33 anos. Suicida-se após autodiagnosticar com tumores, quando na verdade os caroços que sentia na região pélvica eram linfonodos. Esse é apenas um dos fatos trágicos que acomete pessoas no mundo todo por pesquisarem o que poderiam ter na internet, possuindo milhares de informações que muitas vezes não condiz com a própria realidade, quando poderia ter consultado um médico.

De acordo com um estudo feito na Universidade de Baylor, nos Estados Unidos, aproximadamente 8 em cada 10 pessoas com acesso á internet pesquisam sobre doenças online. Somado a isso, a crescente tendência nesta Era á ansiedade, intensifica ainda mais a Cibercondria. Uma vez que apresentam a necessidade de resolver seus problemas imediatamente e uma grande necessidade em saber o que o destino lhe reserva, leva ao autodiagnóstico, automedicação e a falta de confiança em seus médicos.

Por consequência do autodiagnóstico, o uso de medicamentos comprados sem receita são utilizados, na maioria dos casos, incorretamente, visto que é possível nem  apresentar a doença da qual acredita-se estar tratando. Em pessoas ansiosas, há uma tendência em acreditar em coisas que obtém maior impacto, como Maria que cometeu suicídio pensando na pior das hipóteses.

Levando-se em consideração os fatos mencionados, é imprescindível que tenha um maior controle sobre conteúdos postados na internet. é importante a criação de um órgão responsável por isso, que avalie os conteúdos médicos e se eles realmente são válidos. Também, fazer um alerta á população sobre quais sites consultar. A pesquisa desde que feita com aconselhamento de um médico, após o seu exato diagnóstico, se torna importantíssima para um melhor entendimento do paciente. A internet, quando utilizada com responsabilidade é um forte aliado dos seres humanos.