Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 28/09/2019

Nas últimas décadas, o acesso a internet se revolucionou de tal maneira que é possível fazer pesquisas de vários assuntos, facilitando o acesso as informações, porém isso tem gerado menos interatividade com o mundo real e prejudicando a sociedade que acredita que a internet tem resposta para tudo, inclusive para diagnósticos médicos.

Primeiramente, vale ressaltar que o mundo virtual auxilia a comunicação e interação entre os usuários  não se limitando a distância em que se encontram. Segundo um dos maiores estudiosos do mundo virtual, Pierre Lévy, o virtual é uma nova forma de realidade que proporciona aos indivíduos experiências enriquecedoras, porém não significa que é solução para tudo. Atualmente as pessoas estão desconectadas do mundo real, por exemplo: quando precisam diagnosticar algum sintoma, ao invés de procurar um médico recorre ao Google e se automedica acreditando que a internet resolve qualquer problema. Dessa  forma a automedicação pode ocasionar doenças graves ou transtornos, de acordo com o Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico 79% dos brasileiros com mais de 16 anos se automedica.

Contudo, as mesmas redes sociais que facilita o acesso as informações, também afastam as pessoas do mundo real e cada vez mais o contato face a face desaparece. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, o acesso a redes sociais tem gerado pessoas individualistas. Nesse sentido, os usuários precisam utilizar a internet de forma consciente, sabendo diferenciar o que pode ser feito pelo mundo virtual e o que tem necessidade de ser desempenhado pelo mundo real sem colocar em risco a vida ou saúde por falta de interação pessoal.