Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 27/09/2019

O Dr Google versus o Dr impossível

O atendimento médico-hospitalar, no Brasil, apresenta diversos problemas: má distribuição demográfica dos profissionais, atendimento precário e demorado nos hospitais públicos, aumentos exorbitantes e contratos confusos dos planos de saúde. Em virtude disso, a população está buscando perigosamente, cada vez mais, a internet para substituir a ação dos médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais da área médica.

Segundos dados do Banco Central, a inflação acumulada no ano de 2018, foi de 7,5%. além disso, conforme estatística do I.P.E.A (Instituto de Pesquisa Aplicada), os contratos individuas e co-participativo dos planos de saúde, subiram 35% em comparação com o mesmo período. Os aparelhos de acesso à internet (tablet, notebook, celulares, etc) possuem amplas faixas de preços, que atendem a todas classes sociais Ou seja, está mais barato e acessível consultar o “Dr Google”  do que manter o plano de saúde.

A maioria dos médicos públicos ou particulares concentram-se na grandes capitais, deixando as pequenas cidades defasadas. Para consultar um médico, a população local tem que desloca-se para lugares longes, aumentando ainda mais o custo. Dessa forma, fica mais cômodo fazer uma pesquisa na internet. Porém, em grande parte, essa pessoas são humildes e com pouca instrução, isso favorece a ação de “Fake News” e pessoas que vendem “curas milagrosas”

Conclui-se que as dificuldades para buscar atendimento médico é o principal fator que leva a população a buscar a internet como fonte de consulta. Cabe ao poder público (executivo, legislativo e judiciário) dentro das suas atribuições, criarem canais para que os próprios internautas denunciem ações de charlatões. Promover uma melhor distribuição dos médicos dentro do território e permitir aumentos dos planos de saúde no teto máximo da inflação.