Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/09/2019
O escritor britânico Douglas Adams afirmou que o indivíduo estar preso à tecnologia quando o que mais ele quer é algo que apenas funcione. Diante dessa perspectiva, é possível compreender a ligação da cibercondria com o estado hipocondríaco, uma vez que o primeiro corrobora à intensificação do segundo. Logo, é perceptível, dentro deste cenário o quanto a atua parceria estabelecida entre o hospital Albert Einstein , e os engenheiros de software da Google consiste em um caminho ideal à resolução de tal problemática.
É importante entender que, a hipocondria, segundo a Organização Mundial de Saúde, equivale a um quadro, no qual o ser tem um medo excessivo de um determinado sintoma e a ansiedade ocasionada por esse comportamento, acaba por tomar como verdade algo não existente. Por exemplo, quando ao sentir uma dor de cabeça constante, o indivíduo já tende a associá-la a um tumor cerebral; vê-se então que o primeiro não necessariamente tem haver com o segundo, mas o hipocondríaco não consegue enxergar assim. No entanto, algo que intensifica o problema é a despreocupação dos afetados em procurarem um especialista na área de saúde para esclarecer suas dúvidas e entender de fato os seus sintomas, originando assim outro fenômeno: a cibercondria.
Ademais, o tema citado anteriormente, equivale a Síndrome da pesquisa na internet, para os cibercondríacos ter acesso a correspondência do sintoma com tal doença, é prático devido a facilidade, por outro lado para os profissionais do setor de saúde, tal conduta é preocupante, devido o bombardeamento de informações sem validação científica, que acomete a humanidade todos os dias dentro do meio virtual. Visto que, pode levar a intensificação de um quadro de hipocondria já existente.
Diante dessa realidade, para tentar solucionar o caso, profissionais da área tecnológica do maior site de busca da Era Digital, o Google, tiveram a brilhante ideia de estabelecer uma associação com o Hospital Albert Einstein. No qual, ficaria a cargo de mais de cinquenta especialistas revisarem e lançarem quadros de informações, sobre as mais variadas doenças, garantindo assim maior credibilidade a pesquisa realizada pelo usuário.
Portanto, mediante o exposto sobre a cibercondria é possível concordar com Douglas Adams de que realmente quem usufruí da tecnologia está preocupado em encontrar algo que funcione para ele, porém é preciso ter cautela e buscar a validação das informações. Logo, o Ministério da Saúde, por meio de campanhas publicitárias, deve divulgar a nova parceria relatada nos principais meios de comunicação, já que essa é uma forma de esclarecer à população a importância de tal prática, a fim de combater a cibercondria e a hipocondria tão nocivas a saúde humana.