Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 01/10/2019
A tecnologia proporcionou a raça humana inúmeros benéficos, como a internet. Entretanto, ao mesmo tempo, fundiu-se á doenças psicológicas por exemplo: hipocôndria, desenvolvendo a cibercondria, ou melhor, pessoas obcecadas por sua saúde que não frequentam o hospital e se consultam pela internet, podendo ser ainda danosa a sua saúde. O fenômeno ocorre por dois fatores: a falta de tempo para a consulta presencial e a facilidade de acesso as ferramentas de pesquisa.
Tendo em conta a dinamicidade do tempo do século XXI, a saúde acabou caindo em segundo plano, pois, a rotina do cidadão é cada vez mais cheia e ocupada exigindo-se mais dele em menor tempo;ou seja, os fatores biológicos perdem sua importância em razão da falta de tempo. É nesse momento que o momento que o Google entra, pois ao pesquisar os sintomas, a plataforma mostra as possíveis doenças que se pode ter a partir daquilo, servindo como um espécime de médico online com resultados aleatórios e, possivelmente, errados. Visto isso, para o sistema uma dor de cabeça pode tanto ser uma virose quanto ser um tumor cerebral, pois analisa apenas um sintoma e nenhum exame laboratorial, inexistindo precisão em seus diagnósticos não podendo ter valor semelhante ao de especialistas.
Outro motivo para a psicopatologia é constante proximidade com o mundo virtual é a imensa distância com o consultório médico. O laudo online é muito menos trabalhoso que toda locomoção até o doutor. A população é leiga e incapaz de interpretar um exame médico virtual ou não, não atoa estuda-se no mínimo seis anos para isso não tendo, portanto, a capacidade natural de analisar a papelada. Isto é, a analise solitária pode ser danosa a pessoa, porque ela não é adaptada ao linguajar médico especializado, não sendo apta a fazer aquilo, muito menos tendo apoio em plataformas de pesquisa online onde qualquer um pode desenvolver um site e escrever, inclusive com dados não fundamentados enganando e prejudicando a vida de muitas que não optaram pelo auxílio hospitalar.
Portanto, tira-se disso que há a necessidade de sobrepassar esses dois desafios afim de superar o problema da cibercondria no Brasil, podendo ser conseguido através da visita doméstica e mensal de um médico, que pode, inclusive, ser um residentes, generalistas recém-formados ou em formação, servindo como auxílio a formação profissional destes, sendo detectada alguma anomalia na saúde do paciente convocar-se-á a presença de um especialista para examinar o enfermo confirmando o que pode ser este distúrbio, dando o tratamento ideal a ele sem que haja necessidade do uso de algorítimos médicos virtuais. Essas visitas deveriam ser organizadas pelo Ministério da Saúde, responsável pela saúde física e mental do brasileiro, junto a deve a atuação de universidades públicas e privadas de medicina que se dispusessem a prestação desse serviço a toda sociedade.