Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 08/10/2019
Pensar a questão da cibercondria é de grande valia para os interesses sociais contemporâneos. Sabe-se que esse embate desafia a sociedade em sua magnitude a refletir a causa e a buscar resoluções para esse problema, responsável por comprometer a saúde dos brasileiros. Sob essa perspectiva, é necessário analisar como a facilidade ao acesso a medicações e a diagnósticos influenciam a vida dos cibercondríacos.
Torna-se imperante destacar que a fácil disponibilidade de remédios é uma das grandes causas desse debate, uma vez que sem o controle necessário à venda de medicamento a automedicação configurou-se como um hábito comum na população. De acordo com a pesquisa realizada pelo ICTQ (instituto pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico) 8 a cada 10 brasileiros tomam remédio sem consultar ao médico. Diante desse dado alarmante, é importante salientar que tal prática é prejudicial e sem fundamento científico e portanto deve ser combatida.
Assim, é que se destaca mais um preponderante desafio dessa conjuntura: os efeitos dos autodiagnósticos. na era digital é comum encontrar todo tipo de informação de maneira rápida e prática, dentre esses dados encontram-se os sintomas de doenças. Apesar dos benefícios que a geração informatizada usufrui exitem também os malefícios que as informações podem gerar em pessoas leigas em determinados assuntos, entre eles destaca-se o falso e errôneo diagnóstico de problemas de saúde. Isso mostra a falta de visão crítica e de conhecimento na área médica no que concerne à investigação profissional das doenças, situação essa que urge ser resolvida.
A problemática da cibercondria apresenta-se como mais um desafio social a empreender. Por conseguinte, espera-se que o Ministério da Saúde torne mais rígida a venda de remédios por meio da exigência de receita médica para todas as medicações a fim de controlar melhor a automedicação. Dessa forma, será possível vislumbrar uma sociedade saudável e pautada nos moldes sociais democráticos.