Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 11/10/2019

Com a Revolução Técnico-Científica, surgiu a internet, que facilitou a vida de milhões de pessoas, modificou os hábitos da sociedade e aumentou o acesso à informação. Contudo, tanto conhecimento sem discernimento tem gerado um grave problema, a cibercondria, em que as pessoas fazem uso de barras de pesquisa para procurar doenças e sintomas e, por consequência, se automedicar, o que pode ocasionar diversos problemas de saúde. Dessa forma, tal situação tem causado o aumento da automedicação e dos casos de ansiedade na contemporaneidade.

Mormente, é relevante observar que, devido a essas pesquisas, as pessoas acabam por criar um autodiagnostico e, ao invés de ir ao médico para confirmá-lo, recorrem à automedicação, o que coloca em risco suas integridades físicas, podendo acarretar sérios problemas no futuro. Diante disso, infere-se que tal fato se deve, em partes, à facilidade para se conseguir medicamento sem prescrição, especialmente após a quebra de patentes no governo de Fernando Henrique Cardoso, que aumentou a aquisição da população aos fármacos em geral. Logo, fica claro que tanta acessibilidade está prejudicando a população, haja vista que essa não está devidamente instruída acerca da gravidade de tais ações e, por isso, termina prejudicada, o que deve ser modificado.

Outrossim, analisa-se que, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Baylor, nos Estados Unidos, pessoas com cibercondria desenvolvem ansiedade, em virtude do estresse gerado pela expectativa de uma doença iminente, segundo as pesquisas que fazem por conta própria, e pela discordância entre o diagnóstico médico e o autodiagnostico. Diante disso, é possível perceber que uma atitude, aparentemente banal, pode resultar em uma doença psicológica grave, afetando toda a vida do cidadão. Portanto, é de extrema importância reduzir os acessos a doenças na internet.

Destarte, fica claro que a cibercondria é extremamente grave, já que afeta a saúde física e mental dos indivíduos e, por isso, deve ser combatida com urgência. A princípio, é preciso que o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devem restringir a venda indiscriminada de medicamentos sem prescrição por meio de uma fiscalização nas farmácias, para diminuir o acesso a fármacos sem que haja uma consulta prévia com um profissional da saúde, pois assim, diminuirá os riscos à saúde. Ademais, o Ministério das Comunicações e o Conselho Federal de Medicina façam uma checagem dos sites de informação médica, tirando do ar aqueles com informações falsas ou equivocadas, para diminuir o acesso a artigos tendenciosos que possam causar ansiedade em seus leitores, pois assim, se atenuará uma das consequências dessa doença contemporânea.