Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 17/10/2019

A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o acesso à educação, segurança e saúde de qualidade. No Brasil, entretanto, a qualidade de hospitais públicos vem se degradando de forma alarmante nos últimos anos. Um problema que está crescendo na atualidade é o que se conhece como Cibercondria, que é em suma, a automedicação que o indivíduo faz, podendo gerar inúmeros malefícios como abster-se de um problema de saúde, agravar um quadro clínico e até desenvolver um quadro de ansiedade.

É possível afirmar que, a Cibercondria tem se tornado uma problemática muito discutida na sociedade atualmente. De acordo com o ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), oito a cada dez brasileiros se automedicam, o que pode ocasionar em transtornos como o agravamento de um problema de saúde não diagnosticado por um profissional da medicina. O que evidencia o pensamento do professor Quevedo, grande professor de Parapsicologia, onde ele fala que ‘‘quem quiser ter saúde no corpo, procure tê-la na alma.

Nesse sentindo, fatores que levam indivíduos a tomarem remédios por conta própria, podem ser verificados pela ausência de médicos nos postos de saúde e hospitais em várias cidades, principalmente àquelas que estão localizadas em regiões afastadas dos centros urbanos e de difícil acesso. A pessoa que procura sintomas na internet, além de está ignorando os inúmeros fatores que levam um profissional devidamente habilitado, a diagnosticar determinada enfermidade e posteriormente prescrever a medicação correta, está de forma oculta, desenvolvendo problemas de ansiedade, pelo medo do falso diagnostico de doenças muito graves ou até estados terminais.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Nesse sentindo, o Ministério da Saúde, adjunto ao Poder Legislativo Brasileiro, devem elaborar projetos que fomente a liberação de verba para desenvolvimento de campanhas publicitárias onde em parceria com os grandes meios de comunicações, principalmente as grandes empresas midiáticas. Projetos que devem conter conteúdo educacional, mostrando as consequências que a automedicação pode desencadear na saúde dos cidadãos. Em contrapartida, parte dessa verba será direcionada para investimento direto na contratação de mais médicos, construção de novos postos de saúde, principalmente em locais isolados de difícil acesso, e eventuais melhorias das condições de atendimento dos já existentes centros de atendimento.