Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 19/10/2019

Em meados do século XX iniciou-se a 3º Revolução industrial, que correspondeu às inovações no campo da informática, e suas aplicações. A Evolução Tecnológica sempre esteve presente na vida do homem, estendendo-se desde os primórdios, até os dias atuais, cada vez mais aumentando sua relação com o homem e seu ritmo de evolução. Segundo o historiador Leandro Karnal “graças ao google as pessoas tem mais acesso a informação, e menos acesso a formação”. Diante disso, é necessário um planejamento para que a atuação social não fique apenas no mundo cibernético, pois este pode trazer uma série de consequências e uma delas é a doença da era digital a cibercondria.

Em primeira análise é válido ressaltar, que a grande quantidade de notícias falsas na internet intensifica o problema. Em 2015, uma corrente compartilhada em redes sociais, divulgou que as vacinas dadas para mulheres gravidas acarretava a microcefalia nos recém-nascidos, iniciando um movimento anti-vacina no mundo inteiro, com isso, diversas mulheres deixaram de se vacinar, colocando em risco a própria vida e a do feto. Assim é necessário a conscientização da população sobre os informativos, buscando fontes confiáveis.

Além disso, também é importante compreender que a automedicação seguindo diagnósticos pela internet pode esconder doenças mais graves. Visto que diversas enfermidades possuem os mesmos sintomas e que apenas um exame medico mais detalhado pode chegar a uma conclusão precisa. A medicação por conta própria pode aliviar alguns desconfortos porém se não for o medicamento correto, a doença pode continuar se desenvolvendo. Sendo assim, o acompanhamento édico é essencial para a resolução de doenças.

Em virtude dos fatos mencionados, não há dúvidas de que é preciso que seja tomada uma iniciativa para mudar a questão. Por isso, o Congresso Nacional, deve elaborar/aprovar leis que regulamentem rigorosamente a venda de determinados produtos farmacêuticos, juntamente com o Ministério da Saúde e da Justiça, afim de que o hipocondríaco tenha mais obstáculos para uso indiscriminado dos fármacos. Nessa lógica o intuito de tal medida é fazer com que a prática da hipocondria seja amenizada afim de que a saúde geral da população tenha uma melhor qualidade sem por menores. Ação que, iniciada no presente, é capaz de mudar o futuro, caso contrário, conforme Albert Einstein, físico alemão, “Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa Humanidade”.