Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 02/11/2019
No Brasil, por anos a comercialização de remédios, sem “prescrição médica”, foi possível. Mas por conta, do uso indevido e desenfreado dos medicamentos, à Secretária de Saúde, teve que intervir proibindo a venda de alguns remédios, que só seriam a partir daquele momento possibilitados de compra com “receita médica”, para o bem maior da saúde populacional. Hodiernamente, esta realidade pouco mudou, haja vista que, muitos cidadãos se autoconsultam pela “internet”, ocasionando a doença denominada “Cibercondria”. Neste sentido, urgem aspectos socioeconômicos e educativos determinantes para o impasse.
Em princípio, é válido salientar a desigualdade socioeconômica que se reflete quando o cidadão mais desafortunado têm oportunidades mais restritas de tratamento de saúde, comparadas a um cidadão com maior renda. Seguindo esta linha de pensamento, 79% dos jovens no Brasil confessam já terem se automedicado, ao decorrer da vida ( ICTQ - Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade). Desta forma, a população mais carente têm mais dificuldades de ter um plano de saúde particular, vivenciam infortúnios (filas, esperas e burocracias) para conseguir tratamento público e acabam optando por usar de praticidade imediata o meio tecnológico, fazendo com que a automedicação continue.
Outrossim, a ausência de projetos educacionais mais empenhados em “educar” os jovens e demais pessoas, a utilização adequada de procurar o sistema de saúde, ao em vez da autoconsulta e medicação com o uso da plataforma digital. Em analogia,“Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo."(Paulo Freire). Desta maneira, a utilização das instituições de ensino, é necessária para desempenhar o papel de aproximação e informação, para com os pais/responsáveis, alunos e demais membros escolares.
Portanto, mediante às pautas mencionadas anteriormente, é de suma importância a reciprocidade entre consultado(a) e consultador(a). A contribuição se torna necessária para um melhor desempenho do tratamento, o qual deve ter efeitos produtivos e caiba no orçamento do paciente. Ademais, a Secretaria de Educação com parceria de profissionais da saúde, façam mutirões e palestras abertas à perguntas da população sobre os malefícios de preferirem confiar no que esta solto na “internet”, a ter de confiar em um especialista da saúde. Ambas as propostas com o auxílio financeiro do Governo e participação ativa da Secretaria de Saúde.