Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 31/10/2019
A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o acesso à educação, segurança e saúde de qualidade de forma gratuita. No Brasil, entretanto, a qualidade de hospitais públicos vem se degradando de forma alarmante nos últimos anos. Um problema que está crescendo na atualidade é o que se conhece como Cibercondria, que é em suma, a automedicação que o individuo comete, podendo gerar inúmeros malefícios como ignorar um problema de saúde ou agravar um já existente.
Inicialmente, a Cibercondria tem se tornado uma problemática muito discutida na sociedade atualmente. De acordo com o ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do marcado farmacêutico), a cada 10 brasileiros, 8 tomam remédio por conta própria e a automedicação é feita por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos é o que revela pesquisa feita em 2018 em 129 municípios das cinco regiões do país. Contudo, tomar medicação sem prescrição médica pode ocasionar em transtornos como o agravamento de um problema de saúde não diagnosticado por um profissional de medicina. Segundo o professor Quevedo, grande professor de Parapsicologia, ‘‘quem quiser ter saúde no corpo, procure tê-la na alma.
Nesse sentindo, de acordo com pesquisas divulgadas no G1, fatores que levam indivíduos a tomarem remédios por conta própria podem ser verificados pela ausência de médicos nos postos de saúde e hospitais em várias cidades, principalmente àquelas que estão localizadas em regiões afastadas dos centros urbanos e de difícil acesso. Além disso, a pesquisa afirma que a pessoa que procura sintomas na internet, além de está ignorando os inúmeros fatores que levam um profissional devidamente habilitado a diagnosticar determinada enfermidade e posteriormente prescrever a medicação correta, está de forma oculta, desenvolvendo um quadro de ansiedade pelo medo do falso diagnóstico de doenças muito graves ou até estados terminais.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Nesse sentindo, o Ministério da Saúde, adjunto ao Poder Legislativo Brasileiro, devem elaborar projetos que fomentem a liberação de verba para desenvolvimento de campanhas publicitárias em que parceria com os grandes meios de comunicação, principalmente as grandes empresas midiáticas. Projetos que devem conter conteúdo educacional, mostrando as consequências que a automedicação pode desencadear na saúde dos cidadãos. Também deve criar uma medida que busque dificultar a compra de remédios sem prescrição médica. Espera-se, com isso, que os índices de automedicação caim gradativamente ao longo dos anos.