Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 12/11/2019

No século XX,durante a Guerra Fria,à internet foi criada com objetivos militares,porém ao longo dos anos essa ferramenta alcançou os populares e passou a proporcionar o acesso a informações vastas e fáceis.Tal revolução,no entanto,ocasionou inúmeros problemas ao ramo da saúde,já que a falta de seguridade dos dados e a cibercondria,fenômeno do sistema nervoso que leva o indivíduo à compulsão em pesquisar por sintomas de doenças ocasionando a automedicação.Assim é necessário analisar como a ansiedade e a consultas virtuais contribuem para a persistência desse problema na sociedade brasileira.

Em primeiro plano,vale salientar que a busca da automedicação é comum em pessoas com ansiedade,pois elas têm dificuldades em lidar com a espera e buscam à internet,na maioria dos casos,para especular qual doença poderia estar,assim a ingestão de medicamentos se torna parte da rotina.De acordo com a web site R7 saúde,cerca de 27% dos brasileiros consultam primeiro a rede ao acreditar possuir algum tipo de transtorno.Comprovando que tais atos podem causar incontáveis consequências para os indivíduos,prejudicando seu bem-estar e levando a ingestão de remédios inadequados.

Ademais,destaca-se consultas virtuais como impulsionadoras dos atendimentos médicos na web.Isso porque,na correria do dia a dia inúmeras pessoas buscam diagnósticos em sites ,redes sociais e até mesmo por meio de outras pessoas que utilizam do “achismo” para instruir tratamentos que são inadequados na maioria dos casos.Já que não há poucos programas de alerta sobre os riscos desses atos,ocasionando a persistência desses impasses.Segundo o site G1 PSICOBLOG os “cibercondriacos” possuem a compulsão em pesquisar medicamentos para eles,comprovando que essa automedicação é um risco a saúde,dado que não há uma avaliação profissional.Logo,não é viável que esse impasse persista,uma vez que essa questão pode interferir no desenvolvimento socioeconômico.

Portanto,a falta de programas de alerta para os ‘‘cibercondriacos’’ agravam esse preocupante quadro da automedicação.A fim de promover debates para a população,cabe ao Ministério da saúde oferecer para a comunidade palestras sobre os perigos da ingestão de remédios sem a prescrição médica,por meio de jogos,discussões e orientações de especialistas da área,para que diminuam os casos de consultas virtuais.Aumentando,assim,as chances de alcançar uma cidadania realmente legítima e plural.