Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/03/2020
Desde os atos da Segunda guerra mundial e o advento da expansão tecnológica perpassando a globalização as ações alienadas e compulsivas da população ganham destaque a cada dia e assolam as estatísticas. Para o historiador Arthur Schlesinger. “A Ciência e tecnologia revolucionam nossas vidas, mas a memória, a tradição e o mito moldam nossas respostas”, no século XXI as patologias presentes partem desde a propedêutica tradicional, mas também combinadas com enfoques psíquicos/ transtornos mentais ganham destaques na era cibernética. A incidência na população global é crescente, o que pode ser explicado, em parte, pela pressão pessoal e social, medos internalizados vividos por na contemporaneidade, assim como pelo desconhecimento da doença.
A princípio, é necessário avaliar as ações enraizadas na sociedade cultivadas pelo preconceito dentro de nós. Em consonância com Camilo Castelo Branco “Há horas na vida em que a mais leve contrariedade toma as proporções de uma catástrofe.”. A incapacidade de reconhecê-lo e entendê-lo, de modo que os indivíduos deveriam estar habituados à convivência com o diferente. Todavia, a falta de tempo, busca por padrões, praticas culturais e a desigualdades são comportamentos da sociedade. Pode-se considerar que a sociedade molda o ser humano . Outrossim, atualmente com a disseminação do COVID-19 ao redor do mundo e a veiculação de informações em massa muitas vezes errôneas as “Fake News” sobre o desconhecido, afligem a população global, sob tal ótica o desenvolvimento de um cenário apocalíptico, onde a falta de remédios geradas pelo achismo/ automedicação provocada por distúrbios mentais e individualismo presenta na modernidade, analogamente corroboram para a evolução de casos da hipocondria.
Em síntese, conforme Augusto Cury no livro: A sabedoria nossa de cada dia: Os segredos do pai nosso “Temos que reconhecer humildemente: O desenvolvimento tecnológico não trouxe o desenvolvimento psíquico esperado. Algumas coisas melhoraram, outras pioraram. Transtornos emocionais, solidão, crise de diálogo.” A falta de compreensão diante do mistério do Ser com descaso na saúde global em uma sociedade hiper-conectada, onde consumo de informações em massa com resultados rápidos e fáceis mascarados. Dessa forma e necessário a modulação de informações veiculadas tanto por profissionais, Ministério da saúde e órgãos vinculados ao redor do mundo. Para tal a mitigação de casos com a realização de eventos informativos populares e envolvendo a mídia construtiva, popularizando a doença os riscos da interpretação de resultados seus impactos. Partindo da permanência para a extinção minimizando a carga contínua da dor humana.