Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/03/2020

O ato da automedicação

O surgimento de smartphones intensificou um problema que muitos enfrentam hoje em dia: a cibercondria, no qual o indivíduo se preocupa compulsivamente com a saúde mas não procura um profissional da saúde para o diagnosticar e recorre à soluções na internet.

Apesar da grande utilidade dos smartphones, nos dias de hoje eles impulsionam um problema inserido na sociedade, pois o acesso à internet tornou-se muito mais constante após seu surgimento, e nem tudo que se encontra por lá é verídico. Inúmeras pessoas recorrem à sites de saúde tentando relacionar seus sintomas com os que lá se encontram, porém na maioria dos casos as manifestações de uma doença se coincidem com as do paciente e o mesmo acaba por se automedicar.

No que tange à automedicação há uma grande preocupação pois dados comprovam que 80% dos brasileiros, aproximadamente, cometem esse ato, podendo provocar graves problemas de saúde. Praticamente tudo favorece para que as pessoas continuem a se automedicar, pois atualmente muitas farmácias vendem medicações sem prescrição médica, o que é considerado crime, pois não se diferencia quanto ao tráfico de drogas.

Dessa forma faz-se necessário que a agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em parceria com o Ministério da Saúde intensifique as fiscalizações à farmácias reunindo pessoas capacitadas para determinado serviço, atribuindo-lhes áreas especificas de forma que abranja todo  território brasileiro, assim, punindo as farmácias que vendem os medicamentos sem a receita médica, e consequentemente diminuindo exponencialmente o ato da automedicação.