Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 20/03/2020
Diante de um contexto do mundo globalizado, os avanços tecnológicos proporcionaram mais acessibilidade e melhores meios de comunicação, facilitando diversas coisas. Contudo, mesmo com esse progresso, uma nova doença surgiu a partir dessa era digital, denominada de cibercondria. Essa enfermidade tem como consequência o uso constante da internet para se automedicar através de pesquisas realizadas pelo próprio indivíduo, o que pode desencadear diversos problemas tanto mentais quanto físicas, tais como ansiedade, depressão, insônia, entre outras.
Nesse ínterim, pessoas ansiosas são um dos que mais sofrem nesse requisito, visto que elas tem dificuldades em encarar a esperar e acabam optando em utilizar a internet na tentativa de diagnosticar a doença que possui. Desse modo, encontra-se milhares de resultados e por muitas das vezes isso termina apreendendo mais o ente, piorando a sua inflição, além de deduzir doenças que provavelmente não tenha. Nisso, a preocupação e estresse elevam-se ainda mais do que anteriormente por períodos mais longos, podendo causar problemas como dificuldade para dormir, um constante abundância de pensamentos negativos, contrariedades musculares e muito mais.
Além disso, devido a esse acesso, 79% da população acima de 16 anos acabam por consumir remédios sem prescrição médica segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). Logo, é notório que a compra de medicamentos clandestinamente também se elevou, aumentando relativamente o risco da saúde que o indivíduo obteve os produtos. Nesse contexto, é evidente que existe um impulso compulsivo de compras de fármacos para uso próprio sem medidas precautórias e que isso também pode interferir no desenvolvimento socioeconômico caso o problema continue persistindo na vida cotidiana do povo que adere essa prática.
Dessa forma, é necessário que o Ministério da Saúde, que tem como responsabilidade e promoção da saúde pública, deve proporcionar em praças, auditórios de universidades e escolas, debates sobre as consequências da existência da cibercondria com auxílios de especialistas e psicólogos dessa parte que envolve mais da área tecnológica. Assim, será mais fácil demonstrar os perigos que podem acontecer e diminuir as chances de adquirir remédios ilicitamente ou amenizar as pesquisas na internet. Por fim, terá uma sociedade que procuro por atendimento médico pela sua saúde.