Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 21/03/2020
No Brasil, o avanço da tecnologia trouxe diversos benefícios para o cotidiano da população, porém, há também o lado negativo que o acesso à informação que os meios eletrônicos possibilitam. Neste caso pode-se citar o agravamento da cibercondria, que surgiu com a era digital e que causa muitos prejuízos para a vida dos cidadãos.
Em pesquisas realizadas pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) em 2018, foi constatado que cerca de mais de 40% da população brasileira realiza autodiagnóstico pela internet. Esses dados são bastante preocupantes, pois os malefícios que isso pode trazer para a saúde dos indivíduos são enormes.
O autodiagnóstico e automedicação aos quais muita gente recorre nos dias de hoje, trazem sérias consequências, apesar do descaso que boa parte da população tem com isso. Muitos acreditam que, ao jogar sintomas na internet e prescrever o que julga melhor para sua saúde é a melhor solução para os problemas, quando na maioria das vezes isso somente irá piorar a situação.
Isso é algo muito alarmante justamente porque a pessoa ficará suscetível, não só a não resolver o problema, já que não há o acompanhamento de um profissional na área dando as informações corretas, mas também pode agravar a situação, ou pior, acabar ocasionando outras doenças. Esse é o perigo da cibercondria.
Levando em consideração os fatos, uma das medidas que poderiam ser tomadas para amenizar os perigos dessa doença, seria a criação de projetos conscientizadores pelo Ministério da Saúde. Neles, a população seria informada por meio de campanhas sobre os perigos do autodiagnóstico para a saúde, e assim, os índices de pessoas que utilizam da internet para prescrever seu estado de saúde sem ter qualificação, poderiam diminuir.