Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/03/2020

Na série Norte-Americana Dr. House, é retratado não só a racionalidade do médico Gregory House de elaborar excelentes diagnósticos, como também a sua dependência de analgésicos após uma necrose no músculo da coxa direita, de modo que, busca adquirir medicamentos de forma fácil e sem prescrição médica. Fora da ficção, a temática apresentada na série reflete no mundo atual do século XXI, tal que as pessoas estão se automedicando através da facilidade de informações presentes em sites, surgindo assim a Cibercondria.

Em primeiro lugar, pode-se compreender a Hipocondria como um distúrbio sério que faz a pessoa acreditar que possui uma doença. Todavia, é importante destacar que com a influência cibernética, o aumento das preocupações sobre saúde baseadas em pesquisas na internet tornaram-se mais frequentemente, dando origem à Cibercondria. Mas sabe-se que essa prática é perigosa, já que se automedicar pode ser a causa tanto de uma dependência química, quanto o surgimento de uma doença ainda mais grave.

Além disso, conforme a teoria de Freud, entre esses cuidados obsessivos com a saúde está o pânico da doença, onde, a dor, seja ela física ou emocional, quando interligadas com o mundo desempenha uma função psíquica e oferece ao individuo a percepção de respostas e/ou manifestações ao corpo. Em um episódio de Dr. House, por exemplo, reflete na ilusão do próprio médico, Gregory House, em conseguir mais informações sobre sua “doença”, como ideia de controle, ou ainda, como prolongar seus dias de vida, portanto, por mais eficaz e prático que pareça, o uso de substâncias sem prescrição, como é retratado na série, não deve ocorrer na sociedade devido aos riscos que expõe o usuário ao utilizar dessa forma.

Por isso, compete ao Ministério da Saúde (MS), que tem como função social promover a proteção e recuperação da saúde individual e coletiva. Essa ação precisa ser feita por meio de implementação de políticas básicas e campanhas publicitárias nas redes sociais, uma vez que alerte os cidadãos dos riscos para a saúde. Espera-se com isso, o incentivo a procura de médicos, o aumento das consultas e a exigência nas farmácias da venda de medicamentos apenas com receitas médicas.