Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/03/2020

A revolução industrial trouxe com ela muitos avanços tecnológicos e, mais acesso à informações, no entanto, além desses benefícios, mostra-se como principal fator de problemas, a cibercondria, que tornou-se uma doença da nova era digital. Para melhor compreendê-la, dois pontos são pertinentes: o difícil acesso ao atendimento médico e a facilidade em comprar analgésicos sem receita.

Em consequência disso, o difícil acesso ao atendimento médico é  uma problemática que se faz muito presente nos dias atuais e por meio deste fato, percebe-se que a cibercondria vem cada vez mais fazendo parte da sociedade, no qual, as pessoas passam a tirar conclusões precipitadas e pouco embasadas, através de pesquisas realizadas na internet, em busca de descobrir quais doenças estão relacionadas as seus sintomas e ao seu desconforto, chegando até a se automedicar.

Dessa forma, a facilidade em comprar analgésicos sem receita contribui para a automedicação, que começa a partir de usos banais como o dorflex para dor de cabeça, o buscopan para cólicas menstruais, até casos mais graves como uso de antidepressivos ou remédios para o tratamento da ansiedade e consequentemente gerando o vício a essas substâncias.

Em virtude dos fatos mencionados, é necessário o combate a cibercondria através do aumento de médicos em hospitais da rede pública e que, por meio do Ministério da Saúde, seja implementada novas leis em prol da proibição das vendas de analgésicos sem receita, afim de amenizar o índice de pessoas com cibercondria.