Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 21/03/2020

A cibercondria consiste em uma doença psicopatológica, na qual indivíduos extremamente preocupados com seu próprio estado de saúde buscam, frequentemente, na internet, informações sobre doenças e seus possíveis sintomas. Muitas vezes essas pesquisas não são provenientes de fontes confiáveis e se desdobram em diversos prejuízos, como o aumento da ansiedade e do estresse no indivíduo e a automedicação.

Em decorrência desta grande obsessão pela saúde, muitas consultas e exames médicos são feitos sem necessidade. Segundo a pesquisa de Peter Tyres, professor de psiquiatria da ICL, o Sistema de Saúde Britânico gastou mais de 56 milhões de libras em consultas e testes dispensáveis. Na maior parte dos casos, os exames não condizem com as informações encontradas na internet. Dessa forma, o indivíduo passa a duvidar dos médicos e faz seu autodiagnóstico de acordo com as informações encontradas nas buscas pela internet, podendo supervalorizar alguns sintomas e menosprezar outros.

Além disso, as pessoas que sofrem da cibercondria tendem a se automedicarem. Segundo dados do CFF, Conselho Federal de Farmácia, cerca de 77% dos brasileiros tomam remédios por conta própria. Tais medicamentos podem ocasionar intoxicações, crises alérgicas, dependências, agravamento da doença e, em casos mais severos, até a morte.

Portanto, o Ministério da Saúde deve criar políticas públicas que alertem a população sobre os perigos de automedicar-se e diagnosticar-se através da internet. Do mesmo modo, deve fornecer nos postos de saúde, psicólogos e psicanalistas. Logo, ocorrerá uma diminuição no número de pessoas com cibercondria e haverá profissionais especializados para que os que sofrem dessa doença tenham auxílio.