Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 24/03/2020
De um lado, uma sociedade imediatista em busca de resultados instantâneos. De outro, a internet: uma ferramenta rápida e de fácil acesso. Por meio dessa realidade se dá a Cibercondria. O próprio nome, um neologismo dos termos ciber e hipocondria, já revela o que se trata: uma doença fruto das comodidades da era digital.
É comum que as pessoas busquem por respostas online para sintomas apresentados. Tal prática pode levar ao diagnóstico errôneo de doenças, ou pior, ignorar uma enfermidade ainda mais grave. Ambas situações levam a consequências sérias, uma vez que um especialista não é consultado.
A facilidade ao encontrar sugestões de tratamento em sites originam preocupantes problemas: a automedicação, que segundo o ICTQ - instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico - é praticada por 79% dos brasileiros acima de 16 anos; e a alteração no uso de remédios passados por médicos. Sendo essas as principais causas para intoxicação no país.
Essa acessibilidade ainda proporciona palco para portadores de distúrbios mentais, como na história real que originou a série “The Act”, onde uma mãe inventa durante grande parte da vida de sua filha que ela era doente, inclusive cumpre o suposto tratamento, dando-lhe remédios controlados.
Deve haver portanto, campanhas de conscientização por meio do Superministério da Cidadania nas mídias sociais e televisivas, da importância de solicitar um profissional, e alertar sobre os perigos e consequências da Cibercondria. Além de uma parceria da mesma com empresas digitais para o combate de informações falsas acerca de assuntos da área da saúde. Dessa maneira seria possível a dissolução dessa situação.