Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/03/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação e ao bem estar social. Contudo, as conclusões precipitadas e pouco embasadas relacionadas à saúde, a partir de buscas rápidas na internet, impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade mais capacitada seja alcançada.
Em primeiro plano, a saúde é o fator principal no desenvolvimento de um país. No entanto, em 2018 no Brasil apenas 3,6% do orçamento do Governo Federal foi destinado a saúde, tendo em vista que a média mundial é de 11,7%. Nesse sentido, esse problema se reflete na Cybercondria, uma vez que o indivíduo não confia nos hospitais devido a falta de investimento em saúde pública. Segundo o jornalista canadense Jonathan Mann, a solidariedade é a pedra fundamental de uma nova era na saúde publica. Diante do exposto, nota-se que a falta da educação também se torna um problema.
Em segundo plano, vale ainda salientar a respeito das fake news como impulsionadora do problema, de modo que a sociedade recebe falsas informações relacionados a saúde. De acordo com Zigmount Boumann, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, torna-se vultoso manter-se informado para reconhecer uma falsa informação, de modo que evite danos e problemas a saúde da sociedade.
Infere-se portanto que, ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal destinar mais investimento á saúde pública e fornecer indicações a respeito de sites confiáveis. Dessa maneira, o Brasil poderia superar o problema da Cybercondria.