Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 03/04/2020
Comenta-se, com frequência, a respeito da nova geração, conhecida como “Geração Z”, além de viverem em uma era pós Revolução Industrial vivem em um mundo globalizado onde se tem grande facilidade para que se encontre informações e ocorra comunicação. Entretanto, observa-se que um grande problema tem se feito presente na vida desses jovens, a cibercondria é a procura de soluções para problemas de saúde por meio da internet, também conhecido como “fenômeno Dr. Google”, o que está afetando a saúde mental e física de muitas pessoas.
Em virtude do que foi mencionado pelo Dr. Cristiano Nabuco “..A cibercondria pode piorar as condições de saúde de muitos e gerar, de quebra, outros tipos de problemas…”, a busca por respostas sobre dores, mal estar, e outros tipos de enfermidades tem levado as pessoas à internet, visando encontrar suas soluções, entretanto, acabam deduzindo certas informações que faz com que ocorra uma preocupação exagerada sobre o assunto, gerando alguns sintomas como o stress, causando dores de cabeça e musculares, tendo levado a casos mais sérios como a ansiedade sobre à saúde, levando-os a buscar ajuda de um especialista como os psicólogos e até psiquiatras.
Em face da realidade mostra-se uma sociedade despreparada para a utilização de um recurso (internet) extremamente útil, mas que, se usado de forma indevida gera estragos. Um estudo de Ryen White e Eric Horvitz referiu-se à cibercondria como “O aumento infundado da preocupação sobre a sintomatologia, baseada na revisão dos resultados de pesquisa e literatura na Web”, de acordo com a fala utilizada pelos autores, as pessoas buscam respostas para doenças simples mas que podem ser confundidos com as graves devido a alguns sintomas serem extremamente parecidos, gerando um conflito de surto de ansiedade e medo.
Em virtude do cenário atual a publicidade seria o caminho mais eficaz de conscientização, já que, a população se matem ‘antenada’ as televisões e aparelhos eletrônicos, tendo assim, um alcance maior de telespectadores, o que facilitaria na luta contra essa doença digital. Desde modo, o governo entraria com o auxilio e cuidados necessários para o tratamento do paciente, criando locais adequados para que possa haver uma recuperação rápida e eficiente, podendo com mais precisão colocar e reintegrar o cidadão de volta a sociedade.