Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 21/03/2020

No exemplar ‘Utopia", do literato inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual a comunidade padroniza-se pela falta de embates e problemas.Contudo, o que se vê na realidade contemporânea é o contrário disto, uma vez que a Cibercondria, ou a automedicação com base em pesquisas na internet,se torna uma doença na era digital, apresentando barreiras que dificultam a execução do plano de More. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a nossa sociedade.

Em uma primeira análise, é fulcral pontuar que a automedicação através da internet e sobre o consentimento próprio, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que refere-se a criação de meios que reprimam tais recorrências. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o estado é responsável por assegurar o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Com isso, a automedicação(que pode piorar de forma exponencial a situação do indivíduo), torna-se o meio mais efetivo que cerca de 80% dos brasileiros encontram, segundo pesquisas do Instituto de pós graduação para profissionais do mercado farmacêutico (ICTQ). Desse modo, faz-se mister a alteração dessa postura da população e do estado de imediato.

Outrossim, é imperativo ressaltar a facilidade em que ocorre a compra de medicamentos sem a prescrição médica na maioria das farmácias, e com o precário sistema de saúde público brasileiro, e também com os altos preços de planos de saúde particulares, de certa forma, incentiva diretamente a automedicação. Partindo desse pressuposto, percebe a gravidade do problema, tendo em vista que a automedicação do individuo pode acarretar intoxicações, ou trazendo transtornos mentais por medo de estar com o problema que foi encontrado na internet, piorando a situação da pessoa. Tudo isso atrasa a solução do impasse, já que a Cibercondria contribui para a duração desse quadro deletério.

Em virtude dos fatos mencionados, torna-se necessária a adoção de medidas para solucionar o problema exposto. Logo, com o intuito de amenizar a Cibercondria, necessita-se, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, pelo auxílio do Ministério da Saúde, para que seja revertido na infraestrutura de hospitais públicos, para melhorar o bem estar do brasileiro. Também é necessário que o Ministério da Educação com o apoio das mídias socias, não só implementar palestras, como também fazer campanhas para que a população se conscientize dos perigos que a automedicação traz. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nefasto da Cibercondria, para que se possa alcançar a ficção de More.