Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 26/03/2020

Desde antes da medicina passar a ser considerada uma ciência, na Grécia antiga, os seres humanos já tinham preocupação com seu bem-estar e com a possibilidade de adoecerem. Pessoas ansiosas, principalmente em relação a saúde, têm a tendência a desenvolverem doenças hipocondríacas. No entanto, por passarem a ter um fácil acesso as questões sobre a saúde, visto que houve o avanço da tecnologia, os indivíduos passaram a ser descritos com cibercondria, uma doença caracterizada como psicopatológica.

É muito válido e importante poder pesquisar e obter informações por meio virtual.  Os “cibercondriacos” antes mesmo de procurarem profissionais da área, consultam a internet com a intenção de obterem algum esclarecimento. Porém, por muitas vezes, constatam semelhanças entre os seus sintomas e os encontrados no mundo cibernético, os conduz a conclusões equivocadas.

Outro problema muito recorrente é a automedicação. Conforme uma pesquisa feita em 2018 pelo ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade), aproximadamente 79% dos cidadãos brasileiros com mais de 16 anos, admitem tomar medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica, o que pode agravar o estado de saúde do indivíduo.

O Brasil apresenta, de acordo com Notícia.r7, cerca de 26% da população usufruindo do mecanismo de busca como primeira opção. Todavia, deve-se levar em consideração que somente 25% dos brasileiros dispõem de convênios médicos, enquanto 79% tem acesso a internet, o que abre brecha para o automedicamento.

Logo, poderia haver uma intervenção por parte do governo, em virtude de facilitar o alcance aos profissionais e disponibilizarem acompanhamentos psicológicos. Além de serem feitas campanhas conscientizando a população de que os diagnósticos médicos são essenciais.