Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/07/2020

Atualmente, com a globalização e consequentemente o avanço das mídias digitais, é possível o acesso instantâneo a informação. Várias problemáticas irão surgir em paralelo a esse desenvolvimento, dentre elas, a cibercondria, que consiste medo excessivo e não realista de ter alguma doença ou sintoma, estando em um constante pensamento de que se esta enfermo.

Primeiramente, é necessário filtrar o que irar pesquisar e saber que nem tudo presente na internet é verdade, pode ser escrito por qualquer pessoa ou facilmente encontra-se sites não confiáveis. É comum a pesquisa de sintomas e muitas vezes é encontrado uma doença que se encaixa nos sintomas presentes, porém são muito mais graves, o problema é que várias enfermidades apresentam a mesma sintomatologia, podendo causar preocupação, medo ou ansiedade desnecessária. Além de que, quando procuram um médico, tendem a duvidar do profissional se o resultado for diferente daquele encontrar na internet.

Ademais, a comodidade de encontrar um diagnóstico em 5 minutos ao invés de precisar ir a um consultório causa muitas vezes o início de um tratamento para uma doença inexistente. Os planos de saúde caros e filas de espera em hospitais públicos colaboram para atenuação desse problema. Ainda, é importante que todos tenham consciência de que a indústria farmacêutica quer vender e faz propaganda de medicamentos milagrosos para os mais diversos problemas, o que acontece é que diante de toda essa problemática a automedicação é uma das principais consequências, segundo o Conselho Nacional de Farmácia, 77% da população brasileira faz uso de alguma medicação sem a prescrição médica, sendo uma das principais causas de intoxicação no país. Na série “Dr. House” é retratado o médico Gregory House, que toma remédios adquiridos de forma fácil e ilegal na farmácia do hospital devido à sua influência. Análogo a essa temática abordada na série, no mundo não ficcional as pessoas conseguem remédios sem prescrição médica.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Governo Federal, em parceria com Ministério da Saúde, deve investir em campanhas realistas semelhante as do cigarro, pois nesse aspecto o Brasil é referencia mundial no combate ao uso dessa droga lícita, em que se mostre as consequências da automedicação e maior fiscalização dos estabelecimentos farmacêuticos, que praticam a venda irregular de remédios. Assim, espera-se que tenha um número maior pessoas consultando um profissional de saúde para tratar da sua enfermidade da maneira correta. O Governo também pode garantir maior assistência para o acompanhamento psicológicos de pessoas hipocondríacas, o que ira ajudar na resolução desse problema.