Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/03/2020

Na canção “Pela Internet”, do cantor Gilberto Gil, louva a quantidade de informações disponibilizadas pelas plataformas digitais para seus usuários. No entanto, as pessoas estão utilizando essas informações para diagnóstico do que estão sentindo. Quando o usuário dá um passo além da cibercondria e passa a se automedicar, os resultados podem ser desastrosos. Com isso, é necessário que os Órgãos de Saúde busquem formas de minimizar a síndrome da pesquisa na internet.

Em primeira análise, uma criadora de conteúdo no Youtube, Renata Grega, postou no seu canal um relato sobre o “Dr. Google”, em que ela diz que ele é um médico virtual que está 24 horas ali para consultar os usuários. O Google é uma ferramenta de pesquisa que têm variadas informações, até mesmo sobre saúde, mas nem toda notícia é verdadeira. Dessa forma, os indivíduos se consultam no “Dr. Google”, acham que estão com o mal diagnosticado por ele, e acabam ficando ansiosas e nervosas com o resultado, ou pensam que estão com um problema quando na realidade é outro, podendo ser grave ou não.

Ademais, vale ressaltar que além de ficar ansiosas, as pessoas por achar que estão com tal doença, em vez de procurar um real profissional da área, buscam remédios e receitas na internet para solucionar a problemática. Assim, a automedicação é grave, já que por não ter um diagnóstico feito por um médico, o indivíduo toma o remédio inadequado para o problema. Logo, ele corre o risco de que a doença se agrave, além de provocar outra patologia.

Portanto, é indubitável que os Órgãos de Saúde devem esclarecer as vantagens e riscos que se consultar no Google pode causar, por meio de campanhas e cartazes nos consultórios médicos. Para que assim as pessoas não usem a internet para buscarem mais sintomas ou doenças sobre o que estão sentindo, e use-a de maneira saudável.