Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/03/2020
Indubitavelmente, os meios tecnológicos estão presentes na sociedade atual, podendo trazer benefícios, como o acesso rápido à informação, e malefícios, como a hipocondria digital ou cibercondria, que faz alusão ao termo hipocondria, que é um estado psíquico no qual o indivíduo tem um medo excessivo e não realista de sofrer alguma enfermidade grave.
Em decorrência do alto custo dos planos de saúde e das grandes filas em hospitais públicos, se torna mais cômodo e prático, que os cibercondríacos busquem frequentemente informações sobre sintomas e doenças na internet, consequentemente, comparam os sintomas sem ao menos checar a credibilidade da fonte, cometendo o equívoco de se autodiagnosticarem e se automedicarem, tornando esses os principais problemas da hipocondria digital.
Visto que os indivíduos que tem essa doença, buscam incessantemente informações relacionadas a doenças, gerando uma ansiedade e colocando-os em um ciclo vicioso, é fundamental salientar que frequentemente, há uma indução da compra de remédios pelas propagandas, sendo um dos fatores de principal influencia no desenvolvimento dessa compulsão.
De acordo com o Conselho Federal de Farmácia, 77% dos brasileiros se automedicam, sendo uma das principais fontes de intoxicação no país. Deixando explícito a importância que se deve dar a esse assunto, e isso pode ser demonstrado através de filmes, séries ou até mesmo documentários, como é o caso de “Take your pills”. Lançado em 2018 e disponível na Netflix, esse documentário americano relata casos de automedicação que envolvem o comportamento de jovens preocupados com seu desempenho diário.
Portanto, para os cibercondríacos, uma possível solução, seria por meio de um tratamento com psicólogos ou psiquiatras, com o intuito de desenvolver a ideia de que há muitos sintomas similares em diversas doenças, e que não necessariamente o indivíduo as possua, visando principalmente a cessão da autodiagnosticação. Seria interessante para a parte de automedicação, que além dessa alternativa citada, haja uma parceria entre os estados, municípios e o Ministério da Saúde a fim de reforçar a fiscalização, com a finalidade de regulamentar a venda de medicamentos sem prescrição médica, podendo até mesmo ter uma multa significativa para a farmácia.