Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 26/03/2020
Á frente de seu tempo, René Descartes dizia “Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis.” Tal frase pode ser utilizada para descrever o problema da cibercondria, distúrbio que se caracteriza pela busca por sintomas e tratamentos de doenças na internet, muitas vezes ocasionados pela falta de informação necessária e por imediatismo, a busca imediata por soluções para determinados problemas.
Segundos dados do jornal O globo, cerca de 86% dos brasileiros, buscam por assuntos de saúde virtualmente, e apenas um quarto verifica a veracidade das informações, essa busca desenfreada por respostas imediatas, levam boa parte das pessoas a se autodiagnosticarem e se automedicarem, sem qualquer indicação ou prescrição médica. De acordo com o site da faculdade IDE, a cibercondria pode desencadear a hipocondria, que consiste em acreditar que um problema simples consiste em algo mais grave.
A falta de informação é o fator que mais leva pessoas a procurarem assuntos de saúde na internet, essas que, na maioria das vezes leigas, não fazem uma boa leitura ou uma boa interpretação do resultado de seus exames equivocando-se na hora de classificar e identificar se seu diagnóstico é bom ou ruim. Ao realizarem pesquisas e julgarem-se aptos a se auto diagnosticar, os pacientes acham dispensável a consulta médica, preferindo o diagnostico mais fácil e mais rápido, o digital.
Soluções como campanhas públicas e alertas feitos pela própria comunidade médica aos pacientes devem ser constantes, para que a cibercondria possa ser evitada. A não prescrição de remédios sem uma consulta prévia e o alerta sobre os riscos que alguns medicamentos podem trazer se ingeridos sem a indicação médica, também são medidas úteis no combate ao distúrbio virtual.
Camille Dall`Orto Tartaglia.