Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 15/06/2020
O termo cibercondria, surgiu para definir a ansiedade causada pelas buscas online relacionadas à saúde e pode ser associado com a hipocondria. Essa doença se tornou cada vez mais comum, principalmente devido à infinidade de informações online facilmente encontradas. Porém, essa facilidade pode trazer os diagnósticos errados ou mesmo, a automedicação, prejudicando ainda mais o paciente.
Apesar de fundamental, muito do que está na internet não é verdade, e por esse motivo é preciso desviar das “fake news”. Atualmente, é possível pesquisar apenas os sintomas e receber uma lista das possíveis enfermidades, o problema é que elas podem ir de uma simples virose até uma doença fatal, causando relaxamento ou desespero em quem fez a pesquisa. Além disso, as “receitas milagrosas” estão por toda parte, prometendo resultados sem a ajuda de um profissional, contribuindo para a desinformação em massa.
Ademais, a automedicação é outro problema da cibercondria, visto que pode trazer malefícios à saúde e até piorar o quadro da doença, porém, mesmo com todas as contraindicações, torna-se mais prático realizar o autodiagnóstico. Dessa forma, remédios que parecem inofensivos, podem ser letais, é o caso do paracetamol, que, segundo o médico Drauzio Varella em seu site, por ser um analgésico menos eficiente, as pessoas tendem a aumentar a dose, e, consequentemente, exceder a quantidade máxima permitida, podendo levar ao óbito.
Portanto, é preciso que o Ministério da Saúde busque orientar as pessoas para evitar e combater a cibercondria, mediante a fiscalização de sites que publicam artigos e informações sem embasamento científico e limitar as consultas online. Além disso, realizar campanhas de conscientização no próprio espaço digital, a fim de gerar menos danos pela automedicação e proporcionar bem estar nos pacientes, evitando a ansiedade da cibercondria.