Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 30/06/2020

Na atualidade há um crescente fluxo de informações decorrentes do processo de globalização, fenômeno esse que contribui para o acesso aos mais diversos conhecimentos, entre eles sobre a saúde. Nesse contexto, algumas pessoas que sofrem com algum tipo de sintoma, acabam usando essas informações, que muitas vezes são encontradas na internet, com a finalidade de poder sanar um possível problema de saúde sem consultar um médico, assim denominando a cibercondria.

Em primeira análise, a cibercondria acaba contribuindo para outras adversidades como a automedicação. Diante disso, segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINTOX), os medicamentos foram responsáveis por 28% de todas as notificações de intoxicação, assim comprovando o mau uso dos mesmos.

Ademais, o fato de que muitos pacientes preferem buscar soluções na internet ao invés de um médico, está relacionado a ansiedade dessas pessoas, em busca de uma resolução rápida e prática. Além disso, existe um evidente problema de saúde pública, já que as filas de atendimento médico são longas, e com isso desencorajam a população a procura de um profissional da saúde.

Portanto, para que a cibercondria seja um problema superado, o Ministério da Saúde deve disponibilizar uma melhora na qualidade de atendimento público, com maior efetivação da verba alocada para o sistema de saúde, visando um aumento na quantidade de clinicas médicas públicas e mais médicos disponíveis. Além disso, cabe a mídia tradicional veicular informações sobre os problemas causados pela a automedicação, para que a população possa estar ciente sobre isso.