Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 26/06/2020
O historiador britânico Arnold Toynbee afirmava que “Tornamo-nos deuses na tecnologia, mas permanecemos macacos na vida”. Analisando o pensamento e relacionando-o com a doença da era digital, nota-se que a evolução da internet é um fator crítico para o crescimento da cibercondria.
Logo que a tecnologia revolucionou os meios de comunicação, tornou-se comum a comodidade de encontrar um diagnóstico com rapidez. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, 77% dos brasileiros são adeptos à automedicação, imediatamente, a indústria farmacêutica que visa como prioridade os lucros, investe demasiadamente em anúncios e farmácias online, colaborando para com a crença dos internautas em se autodiagnosticar por meio da internet.
O medo excessivo que alguns indivíduos apresentam de ter algum sintoma que pode ameaçar suas respectivas vidas, traz inúmeras consequências, bem como interpretar exames de maneira errada, iniciar tratamentos alternativos, logo, gerando a possibilidade de desenvolver alergias e intoxicação. Além disso, as pessoas podem ignorar doenças graves que seriam identificadas por profissionais.
Evidentemente, a busca na internet por sintomas, gera ansiedade, medo, dentre outras mazelas. Portanto, é de extrema relevância que a família ao notar sinais de cibercondria em seus membros, atente-se de procurar um acompanhamento psicológico, a fim de precaver possíveis enfermidades.