Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 15/04/2020
Na época da Gurra Fria, com o objetivo de facilitar a troca de informações o Departamento de Defesa dos Estados Unidos criou um sistema de compartilhamento de informações entre pessoas que estivessem distantes geograficamente. Ao longo do tempo, com a aquisição desse sistema a Internet foi criada, e, hoje é utilizada para os mais variados tipos de serviços. No entanto, além dos benefícios trazidos, também tem-se os malefícios. E um dos mais atuais é a cibercondria, que é a “síndrome de pesquisa na internet”, pois as pessoas procuram seus sintomas na rede e ficam extremamente ansiosas. Sua continuação na sociedade brasileira ocorre por dois principais fatores: a facilidade do acesso a tais informações médicas que leva a automedicação e a falta de conhecimento da população sobre a problemática.
A principio, segundo artigo publicado pela Revista da Associação Médica Brasileira estima-se que mais de 10 milhões de brasileiros acessam sites relacionados a saúde. A facilidade a esse acesso sem nenhum tipo de protocolo pode trazer malefícios como o mal diagnóstico da doença pelos sintomas pesquisados o que pode gerar ansiedade no sujeito que pesquisou. Além disso, uma das consequências trazidas por essa pesquisa de sintomas é a automedicação. Segundo pesquisa do Instituto de Pós-Graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico apenas 21% dos jovens a partir de 16 não se automedicam.
Além disso, a falta de campanhas de combate a doença leva a desinformação da população. Não vemos na tv ou em locais públicos cartazes ou alertas sobre a cibercondria, ela é uma doença “silenciosa socialmente”. E, com isso, muitas pessoas podem ter essa doença e não procurar tratamento psicológico e psiquiátrico. Por conseguinte acarretando em doenças como os trnastornos de ansiedade e depressão.
Portanto, as empresas donas de sites de busca devem, ao sinal de pesquisas sobre sintomas, fazer alertas na tela da pessoa que pesquisa perguntando se ela quer continuar e que se responsabiliza por quaisquer danos, e, os mesmos devem diminuir os resultados encontrados com pesquisas que falem sobre doenças graves para que assim o sujeito que pesquisou não se sinta ansioso. O Ministério da Saúde deve promover campanhas e propagandas na tv, além de palestras em locais público afim de que a problemática se torna de conhecimento geral as pessoas busquem por tratamento.