Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 17/04/2020

No inicio do século XX, em novembro de 190, iniciou-se no Brasil a chamada “Revolta da vacina” que estava ligada a falta de informação da população a cerca do tratamento. Entretanto, na atual conjuntura brasileira vê-se que este ideal foi esquecido, e a era digital trouxe novas formas de mante-se informado sobre as doenças, trazendo assim novas preocupações como a automedicação e a cibercondria. Diante disso, dois aspectos devem ser analisados o autodiagnostico através de meios tecnológicos, assim como o uso de tratamentos alternativos sem fundamentação cientifica.

Em primeira analise, o índice de pessoas que buscam suas doenças na internet e confiam nos resultados, esta cada vez maior. O jornal O Estadão de S. Paulo publicou uma pesquisa do Instituto de Ciências, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), na qual aponta que 40,9% do brasileiros praticam o autodiagnostico pela internet, e que 63% desses tem formação superior. Tal fato, mostra que as classes mais baixas e sem condições financeiras buscam mais auxílios médicos que os indivíduos de classe A e B, que tem mais contato com a rede de dados no cotidiano.

Outro aspecto a ser abordado, são os casos de automedicação ligados a tratamento naturais. Isso se da pela facilidade encontrada em se comprar remédios sem a prescrição médica nas farmácias, levando ao consumo exagerado de medicamentos, além disso, o uso de medicamentos caseiros, indicados por amigos, para substituir o prescrito pelo médico é uma realidade do brasileiro. Segundo o jornal G1, o Brasil é recordista em automedicação, e grande parte disso esta ligado a dores de cabeça, lombar levando ao uso de analgésicos.

Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar o autodiagnostico e a automedicação. Logo é dever do Ministério da Saúde em parceria com as Escolas elaborarem palestras sobre os riscos a cerca da cibercondria, para todo o corpo docente e os seus responsáveis com o auxílio de profissionais da saúde Médicos e Enfermeiros, a fim de informar a sociedade sobre as consequências a cerca do autodiagnostico e de seus efeitos nocivos a vida com o fito de diminuir as incidências dessa problemática.