Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 21/04/2020

O avanço da tecnologia em relação á internet nos trouxe inúmeros pontos positivos, incluindo neles a facilidade, velocidade, acessibilidade, e praticidade. Contudo, também acompanha-se juntos os pontos negativos, em destaque a persuasão negativa que as informações contidas nas pesquisas possuem, principalmente para pessoas que buscam sobre a sua saúde.

Entre todas as pessoas que buscam informações na internet referente à saúde, evidenciamos os hipocondríacos (pessoas que se preocupam compulsivamente com o seu estado de saúde, até mesmo desconfiam dos sintomas mais normais) que usam desta fonte por ser a mais prática e acessível sem necessidade de locomoção.

Cotidianamente são realizadas pesquisas no Google com os devidos sintomas e logo se resultam em diversas matérias diagnosticando de acordo com os sintomas, o que é de extremo perigo pois de qualquer maneira se torna combustível para a automedicação sem acompanhamento médico, que, segundo a pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico) é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos.

Os resultados de pesquisas relacionados à saúde podem ser levados tanto como um aumento da situação, quanto para sua amenização. Existem casos que a pessoa irá pesquisar um sintoma de uma doença que pode ser simples, e se automedicar para uma doença que pode ser mais severa, como também, a pessoa pode estar com sintomas de uma doença mais grave, e absorver a informação da matéria que mostre uma doença mais simples para se tranquilizar da situação e acabar deixando o problema de lado, tomando um remédio mais simples ou então nem se medicando.

O acompanhamento médico é de extrema necessidade, o automedicamento não é seguro e contra indicado pelos especialistas da saúde, portanto, devemos sim manter uma rotina médica sempre atualizada para em casos de problemas, sermos indicados de forma segura por um médico de como agir, qual medicamento tomar, e assim, deixar de lado os “consultórios online” que acabam sendo mais prejudiciais, e tratarmos de nossos sintomas com segurança e responsabilidade, visando que nossa saúde é o que temos de mais precioso e devemos nos cuidar cotidianamente.