Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 08/05/2020

Seja qual for a pergunta, é possível respostas imediatas na internet. Na era digital as informações são geradas a todo o momento. Se uma pessoa acha que está ficando doente, logo pesquisa pelo que está sentindo. Através desse hábito surgiu um novo termo relacionado a hipocondria da era moderna: a cibercondria.

Em primeiro lugar, algumas enfermidades às vezes compartilham dos mesmos sintomas, e precisam de exames para um diagnóstico preciso. Na maioria das vezes, as pessoas não procuram um especialista, apenas se baseiam em informações obtidas através de pesquisas na internet, até mesmo para tratamentos. É uma prática que pode se tornar um vício, o indivíduo começa a pensar sempre que está doente, desenvolvendo assim um quadro de hipocondria.

Em segundo lugar, vale salientar que a busca da automedicação é comum em pessoas que tem ansiedade, pois elas têm dificuldades em lidar com a espera e buscam meios como a internet ou até mesmo o senso comum das pessoas em forma de “achismos” para especular com qual doença ela possa estar, assim, se automedica sem antes passar por um especialista da área, podendo agravar determinados sintomas.

“A gente sabe que a automedicação pode trazer várias consequências tanto físicas, como psicológicas. Por exemplo, eu já vi casos de pessoas que estavam tomando remédio de depressão de outra pessoa. Cada indivíduo é um, é necessário avaliação pessoal”, explica o psicólogo Tom Damasceno.

Urge que essa situação precisa ser alterada e para isso, cabe ao Ministério da Saúde promover em locais públicos como praças, auditórios e ambientes escolares, debates sobre os perigos da cibercondria com a ajuda de especialistas, principalmente de psicólogos e agentes de saúde que auxiliam na mudança comportamental do indivíduo, a fim de atenuar questões como a consulta virtual e, assim, construir uma sociedade que busca o atendimento médico em prol do se bem-estar.