Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 08/05/2020
No Brasil o aparecimento de doenças reemergentes, como o sarampo, está fortalecendo a cada período e, por isso, cabe a prevenção contra elas. Deste modo, é comum a população brasileira preocupar-se com a saúde e adotar as medidas estabelecidas pelo governo. Entretanto, a excessiva utilidade de informações estabelecidas pela internet, em parceria com alguns fatores que impossibilitam a ida ao médico, corroboram o pensamento compulsivo pelo próprio estado de vitalidade e consequentemente, a prática da automedicação.
Em primeira análise, “cibercondria” é o termo que refere a mistura da hipocondria com o auxílio da das redes de comunicação. Fatores, como a falta de informações necessárias, a fé nas prevenções incompletas em sites não confiáveis e a mínima confiança nos médicos , fortalecem a consulta de medicamentos pela via digital sem a receita médica necessária. Logo, indubitavelmente, os indivíduos estão apelando cada vez mais para o caminho da medicação irregular por si próprio.
Por esse viés, de acordo com o site do G1, em 2014, 76,4% dos brasileiros tinham o hábito da automedicação. Em virtude dos dados apresentados, saber coordenar os atos tomados em períodos de enfermidades é de total importância, a fim de uma vida protegida. Pois, como dito Kant, filósofo moderno: “sabedoria é vida organizada”, isto é, o acúmulo de bagagem informacional correta será precisa para o combate a cibercondria.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para a proteção mental e física da população brasileira. Destarte, cabe ao Ministério da Sáude, em parceria com o Ministério da Justiça, fiscalizarem sites não confiáveis, por meio de profissionais capacitados para a identificação deles, com o fim de extinguir as informações incompletas e não comprovadas sobre prevenções. Além disso, deverão publicarem vídeos, com especialistas na área medicinal, explicando o erro da automedicação e suas consequências, com o propósito de uma nação bem informada.