Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 20/05/2020

Mediante aos dias atuais e ao avanço dos meios de comunicação, a “síndrome da pesquisa na internet”, definição para designar a cibercondria, atingem as pessoas que sofrem de ansiedade com assuntos relacionados a saúde. Toda via, a internet vem possibilitando um acesso viável a informações relacionadas a diagnósticos e tratamentos de doenças sem que as pessoas precisem pagar consultas, aumentando o índice de pessoas que se automedicam, o que acaba por gerar consequências nocivas à saúde do indivíduo.

Em uma primeira análise, é importante retratar o poder de persuasão que as informações transmitidas ao pesquisar por sintomas de doenças, possuem sobre as pessoas que sofrem de ansiedade. Como caracteriza o filosofo e sociólogo Zygmunt Bauman, “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha ”, sendo utilizada de maneira incorreta pelos usuários ao optarem por buscas de diagnósticos online através do famigerado “Dr.Google”, em vez da procura de um auxílio médico.

Simultaneamente, convém observar que, a automedicação pode trazer várias consequências tanto físicas, como psicológicas, agravando o quadro de uma doença, uma vez que sua utilização inadequada pode esconder determinados sintomas, acarretando consequências como dependência e até a morte, tornando-se explicito a importância de uma consulta presencial e um diagnóstico médico.   Em face a essa realidade torna-se evidente, portanto, que esse entrave social se perdura em grande parte da sociedade, restando ao Ministério da Saúde, colocar em pratica nas escolas, praças públicas e mídias, a realização de projetos, como debates, palestras e propagandas de conscientização, levando os conhecimentos dos perigos de se automedicar. É imprescindível também que, o Governo implementes leis, afim de fiscalizar sites com assuntos pejorativos, o qual tendem gerar consequências nocivas à saúde dos indivíduos que sofrem com a “síndrome da pesquisa na internet”.